O que exigem os partidos para a Tecnologia e Ciência

O que exigem os partidos para a Tecnologia e Ciência

Também se encontra tecnologia e ciência nos programas eleitorais dos principais partidos portugueses que disputam lugares no Parlamento Europeu. Numa altura em que chega ao fim a campanha eleitoral, vale a pena saber o que pretendem para estas áreas antes de votar este domingo.

PS (Pedro Marques)

  • “Promoção da justiça fiscal à escala europeia” para assegurar a tributação “da economia digital”.
  • Desenvolvimento de “incentivos fiscais” para a inovação.
  • Desenvolvimento de uma “estratégia europeia para a revolução digital”.
  • “Grande aposta dos investimentos europeus na investigação e desenvolvimento, na modernização tecnológica e na qualificação dos recursos humanos, incluindo por via do reforço” do programa de Ciência, Tecnologia e Inovação.

PSD (Pedro Rangel)

  • Criação de um Centro Digital Europeu de Combate ao Cancro.
  • Articular o Plano de Investimento 4.0 para pôr a UE “à frente dos seus competidores em matéria de supercomputadores e de cloud technology”.
  • Criação de um “Internet Think Thank que reflita” os valores da economia digital.
  • Criação de um sistema europeu harmonizado de certificação da cibersegurança.

BE (Marisa Matias)

  • Combate à “evasão fiscal das multinacionais europeias”.
  • Combate ao Artigo 13 que “limita seriamente as liberdades digitais”, à “censura na internet” e à “desinformação digital”, que é “uma ameaça à própria democracia”.
  • Garantia dos direitos humanos no mundo digital.
  • Partilha entre Europa e EUA de “recursos financeiros” e tecnologia para “apoiar a transição energética e social”.

CDS (Nuno Melo)

  • Aproveitamento das “oportunidades” da “economia digital” e da “inteligência artificial”.
  • Criação do Mercado Único Digital com apostas “na tecnologia, criatividade e inovação e no intercâmbio de alunos e investigadores”.
  • Travão aos impostos, mas aplicação de “medidas atrativas” com “ênfase na modernização tecnológica das empresas e da administração”.
  • Promoção do investimento “em conhecimento e tecnologia” no âmbito da Economia do Mar.

CDU (João Ferreira)

  • Impostos “sobre as multinacionais do setor digital” cujas “receitas devem reverter para os orçamentos nacionais”.
  • Lucros das tecnológicas “devem ser tributados no país onde são gerados”.

PAN (Francisco Guerreiro)

  • Garantir “a tendência universal de acesso à informação, à privacidade dos cidadãos e à proteção de dados pessoais” e financiar sites de fact checking.
  • Investir em conhecimento e formação e perseguir “políticas públicas com base na evidência e no método científico”.
  • “Incentivar a ciência aberta nas universidades” dos vários Estados-membros.
  • “Promover um novo sistema de avaliação de currículos no meio académico, que valorize a partilha de dados e a publicação em open access.”

Livre (Rui Tavares)

  • Introdução de “legislação que consagre o direito à internet livre e sem censura”, concretizando o “acesso universal” à rede.ç
  • Descentralizar a internet com uma nova cloud pública, chamada Rede Autónoma de Dados Europeia.
  • Promoção do investimento em “inteligência artificial aberta para promover a aprendizagem automática e o progresso tecnológico na Europa”.
  • Garantia dos direitos de cibersegurança, como o “direito de saber” quando se está a “interagir com um algoritmo”.

Iniciativa Liberal (Ricardo Arroja)

  • Defesa de uma UE “tecnologicamente agnóstica”.
  • Apoios à “investigação fundamental”, mas contra a “atual visão intervencionista e estadista da inovação”.
  • Proteção conta “abuso e vigilância estatal” da “pegada digital” dos cidadãos da UE.
  • Conteúdos digitais “devem estar disponíveis aos utilizadores sem restrições geográficas”.

Aliança (Paulo Sande)

  • Criar “um programa nacional de formação em inteligência artificial, incluindo noções básicas sobre programação” de “algoritmos deep learning”, aplicações, modelos de moral machine, entre outros.
  • Iniciar processo para “realizar eleições com recurso ao voto eletrónico”.

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