Houve campanha sobre direitos sociais?

Houve campanha sobre direitos sociais?

No meio de uma campanha excessivamente focada nas questões internas, falou-se pouco de direitos sociais. As questões europeias pareceram secundárias para a maioria dos partidos, em especial para os que já estão representados no Parlamento Europeu.

Agradável surpresa foram as posições de três pequenos partidos que trouxeram efectivamente o debate para o nível europeu: Iniciativa Liberal, Livre e Aliança apresentaram candidatos com um discurso informado e claro e fizeram falta num debate com “os grandes”. Também destacar a campanha do Bloco de Esquerda e da CDU que evitaram fazer soundbites com ataques a outras candidaturas, apesar de nem sempre o terem conseguido.

Certo é que nestas europeias vimos uma UE mais bem tratada por quem não marca presença no Parlamento Europeu. De resto nada de muito novo. Defender direitos sociais é moda (tal como defender o ambiente), mas não deixa de parecer coisa vaga: “mais educação, saúde, habitação ou segurança social”. Como? E como o fazer num parlamento sem iniciativa legislativa parece mais difícil de explicar.

Falou-se de um salário e subsídio de desemprego europeu, mas não foram apresentados valores, nem como executar a medida. Falou-se em mais emprego, mas como também não foi dito. No fundo: a discussão em volta dos direitos sociais foi marcada, infelizmente, por um enorme vazio.

O debate sobre o futuro da União Europeia começa agora! Nas urnas neste Domingo escolhemos quem nos representa e apontamos um caminho. Depois é, dia após dia, escrutinar as decisões tomadas em Bruxelas e Estrasburgo. Não esquecer: a Europa existe todos os dias e não apenas a cada cinco anos, quando somos chamados a votar. 

Sabe onde votar em: recenseamento.mai.gov.pt/

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