Começou a campanha, quem diz o quê? Para onde vamos?

Começou a campanha, quem diz o quê? Para onde vamos?

Começa hoje oficialmente a campanha para as europeias, depois de semanas de pré-campanha marcadas por… bom, por muito poucos temas relevantes.

PS quer castigos à direita, PSD quer um cartão amarelo ao governo, CDS julga os livros pela capa (Cristas avalia os seus como engraçadinhos e os do PS como tendo má cara), PCP e BE dizem coisas sobre a AR. E a Europa, senhores e senhoras? Onde está?

Vai havendo algumas réstias. PSD quer a manutenção de Moedas como comissário (algo que o próprio ainda não disse querer). O PS até teve consigo o seu candidato a presidente da Comissão, e António Costa falou sobre Europa – talvez à espera de conseguir o cargo que o Financial Times lhe atribuiu, a presidência do Conselho Europeu – mas não falou sobre o seu próprio candidato. O BE pediu o fim dos investimentos públicos em combustíveis fósseis. O PCP voltou a dizer que rejeita as regras da União – mas não diz as que aceita, ou como funcionariam outras regras. O Livre parece ser o único que vai dando importância à política externa, ao duelo com China, EUA, Rússia, embora perca demasiado do tempo mediático que tem a queixar-se que não o tem.

Os temas que devem ser discutidos continuam ausentes. Os desafios estão bem identificados por todos – inclusivamente por parte dos candidatos, quando lhes é dada oportunidade para falar sobre a sua visão para a Europa. Mas não chegam à campanha, que se centra em castigos e cartões jogados de parte a parte. Uma tendência é clara: os partidos mais “pequenos” são aqueles que mais ideias tentam jogar, mas menos atenção têm. É uma pena.

Há uns dias disto. Depois há uma ida às urnas. E depois há férias. Entretanto, o mundo avança, e o mundo não espera pela União Europeia. Há algumas formas de evitar isso nas urnas: consultem os programas e votem nelas. Há alternativas para a UE, mesmo que a campanha não permita conhecê-las.

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