Porque é que as alterações climáticas são também uma questão LGBTQ+?

Porque é que as alterações climáticas são também uma questão LGBTQ+?

A comunidade queer está na linha de frente da mudança e é essencial para fazer crescer um movimento inclusivo.

Phillip Brown é um imigrante negro que trabalha focado na libertação queer e trans, e na luta coletiva pela justiça climática. Phillip trabalha para construir comunidades e parcerias a nível local, nacional e internacional com organizações como o Movimento Sunrise.

Como a justiça climática queer e trans defende, a “nossa luta é profundamente pessoal”. As comunidades, amigos e família queer são particularmente vulneráveis, pois as mudanças rápidas no clima levam a desastres naturais mais frequentes, instabilidade ambiental e escassez.

As comunidades trans e queer, especialmente as pessoas queer e trans negras de um escalão social mais baixo, vivem na linha de frente das mudanças climáticas. Muitas pessoas jovens queer e trans não têm os recursos ou a capacidade de fugir da violência verbal, emocional e física das suas cidades de origem. Por todo o mundo, são frequentemente abandonados pela família e forçados a sair de casa com pouco ou nenhum apoio para sobreviver.

40% dos jovens dos EUA sem-abrigo identificam-se como LGBTQ, embora representem apenas 7% da população. Além disso, mundialmente, as pessoas Queer e trans estão concentradas em cidades costeiras, com alto risco de aumento do nível do mar e aumento de tempestades. À medida que o planeta aquece, tempestades, incêndios florestais e inundações são cada vez mais frequentes e severas. As alterações climáticas vão expôr vulnerabilidades e aumentar as desigualdades sociais, e a população LGBTQ+ estará entre os primeiros atingidos e das comunidades mais afectadas.

A mudança climática agrava as lutas de pessoas trans e queer por todo o mundo. Por isso, a libertação queer deve ser apontada como um princípio-chave na luta pela justiça climática.

Em resposta às sociedades que reforçam papéis binários de gênero, expressão e identidade, e atacam violentamente as pessoas que desafiam essas regras, as pessoas queer e trans aprenderam a criar as suas próprias comunidades. Para sobreviver, históricamente, desenvolveram comunidades resilientes e interdependentes que desafiam as normas sociais que condicionam uma mudança social rápida. Por isso, as comunidades queer e trans trazem algo único e essencial para a luta.

Sabemos que a crise climática requer ação urgente. Temos de lutar contra a indústria de combustíveis fósseis, responsabilizar os governos e organizar as comunidades de uma forma que estimule a resiliência local. A justiça climática acenta no príncipio que todos nós merecemos um planeta onde podemos crescer com iguais oportunidades e estar seguros.

A Europa tem a oportunidade de liderar uma mudança inclusiva e intersectorial, bem como ser um exemplo de como podemos (e devemos) promover a justiça climática de uma forma holistica.

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