“A União Europeia não dá dinheiro, a União Europeia investe nos países”

“A União Europeia não dá dinheiro, a União Europeia investe nos países”

Investir em vez de ajudar. Cooperar em vez de dar. É esta a ideia que a EuropeAid, a direção-geral da Comissão Europeia de Cooperação Internacional e Desenvolvimento, quer introduzir dentro da União Europeia e no resto do mundo. “Estamos a tentar alterar a narrativa da ‘ajuda’ para uma narrativa de parceria, de investimento, de trabalho em conjunto”, explica Chiara Puletti, do EuropeAid, ao ID-Europa.

No Global Festival of Action em Bonn, na Alemanha, Chiara divulgou o trabalho que a Comissão Europeia em geral e a EuropeAid em particular tem feito para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela ONU para todo o mundo. A EuropeAid é responsável por executar projetos de apoio externo e por garantir que o apoio monetário é dado de forma responsável e acompanhada. Do conjunto de projetos que contam com fundos da EuropeAid consta um projeto de combate à pesca ilegal no golfo da Guiné, a construção de estradas em Moçambique, o combate ao casamento infantil na Tanzânia, um projeto para a exportação legal de madeira da Indonésia ou um projeto para combater a má nutrição no Nepal.

Ao ID-Europa, Chiara Puletti fala numa Europa “sem fronteiras” e assegura que a EuropeAid está a fazer parcerias com várias entidades dos países em desenvolvimento: “Estamos em reuniões com ONG’s, organizações locais, com a sociedade civil mas também apostamos nos encontros de alto nível, com membros do governo, para atingirmos um futuro sustentável. Não queremos ser paternalistas. Preferimos antes uma narrativa multilateralista”, sublinha.

As eleições europeias estão a aproximar-se e falar do trabalho da EuropeAid é destacar que, quando se vota nestas eleições, está a votar-se não só o destino dos países da UE mas também dos países com quem a UE pode trabalhar. “Votar nas eleições europeias é votar no desenvolvimento. O que a UE faz pode parecer burocrático mas, na verdade, trata-se de ações reais, com um impacto real”, destaca. “É importante tornarmos a informação acessível. Neste caso, é importante tornar simples o que fazemos, para que as pessoas entendam a importância de estar presente e de aparecer”.

Leave a Reply

Your email address will not be published.