E se 82% dos teus amigos gostassem mesmo muito de ti mas só 3% fossem à tua festa de anos?

E se 82% dos teus amigos gostassem mesmo muito de ti mas só 3% fossem à tua festa de anos?

A analogia que dá título a este artigo pode parecer patética, mas quando dizemos que os portugueses geral e os jovens em particular estão pouco disponíveis para participar nestas eleições europeias – isto apesar de valorizarem a UE – percebemos como a abstenção pode ser o primeiro de todos os problemas destas eleições.

O decréscimo da participação eleitoral na União Europeia é padrão e tem crescido eleição após eleição – já falámos disso aqui no ID Europa – mas o que acontece se, daqui a poucos dias, apenas três em cada 100 jovens portugueses considerassem muito provável ir às urnas? Dados do último Eurobarometro apontam para isso mesmo. Esta baixa iniciativa eleitoral afigura-se como a taxa mais baixa entre os vários países da UE.

No que toca à população portuguesa, o estudo de opinião realizado entre 19 de Fevereiro e 4 de Março mostra que apenas 17% dos 1004 entrevistados diz ser extremamente provável ir às urnas nas próximas eleições europeias. Entre os inquiridos há ainda 19% que diz ser muito provável, 15% moderadamente provável e 47% pouco provável.

Quando se pergunta pelas razões do pouco interesse eleitoral há dois motivos mais referenciados: o sentimento de que o seu voto não altera nada (33%) e a desconfiança no sistema político (30%).

Se Portugal tivesse um referendo sobre a permanência na União Europeia 77% dos portugueses diz que votaria a favor da permanência no bloco comunitário, naquela que se revela uma percentagem superior à média europeia (68%).

O número em que Portugal mais se destaca é mesmo no número de pessoas que consideram que o país beneficiou por ser um Estado-membro da UE: 82% considerarem que foi benéfica a integração europeia.

 

 

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