Fora do país, dentro da UE: os eleitores “transnacionais”

Fora do país, dentro da UE: os eleitores “transnacionais”

As eleições europeias têm muitos aspetos peculiares, mas um dos melhores será mesmo a possibilidade de qualquer cidadão da União Europeia poder votar no país onde reside, independentemente de ter essa nacionalidade. Isso significa que os cerca de 17 milhões de eleitores europeus que estão a residir fora do seu país de origem têm uma oportunidade única de transformar a política europeia numa política verdadeiramente transnacional.

A European Data Journalism Network, da qual faz parte um jornal português, o Público, fez um interessante artigo sobre o assunto, onde explica que, se os Romenos residentes em Itália criassem um partido e votassem todos nele, conseguiriam eleger 3 eurodeputados. De facto, os Romenos formam o maior contingente nacional a residir fora do seu país de origem na União. Em quinto lugar? Portugal.

Infelizmente, estes são eleitores que, apesar de usufruírem na plenitude de algumas das liberdades mais importantes que a União Europeia concede, raramente votam. Nas últimas eleições, cerca de 95% dos eleitores residentes noutros países da União Europeia não exerceu o seu direito ao voto – pelo menos de acordo com os dados disponíveis, que, sejamos sinceros, não são absolutamente rigorosos. De qualquer modo, estes eleitores potenciais representam cerca de 8 a 9% de todos os eleitores nas eleições europeias, e uma visão certamente muito distinta da União. Será que em 2019 teremos um aumento da sua participação?

Se te incluis na situação descrita, deixamos aqui um link que pode ajudar-te a saber como votar.

 

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