4 razões para te preocupares com as alterações climáticas.

4 razões para te preocupares com as alterações climáticas.

As alterações climáticas têm impactos globais nas várias espécies e em particular na espécie humana.
A luta contra as alterações climáticas é sobre direitos humanos e assegurar justiça para aqueles que estão a sofrer mais com o seu impacto – países e comunidades vulneráveis que são os menos culpados pelo problema.

1. SAÚDE
Desde o impacto directo de catástrofes (cheias, secas, incêncios florestais) até ao impacto que a deslocação de espécies de plantas e animais terá sobre os vectores de doenças, a saúde humana será afectada.
As alterações climáticas e a contínua queima de combustíveis fosseis contribuem para a degradação da qualidade do ar. As alergias e doenças respiratórias vão aumentar.
As ondas de calor já fazem milhares de vítimas (como por exemplo 70 mil mortos na Europa, 2003).
Um aumento geral da temperatura e da humidade irá aumentar a difusão de doenças através de insectos e outros animais.

2. ALIMENTAÇÃO
Existem cerca de 14 pontos-chave por onde passa a maioria da distribuição global de comida. Falhas nessas rotas, por motivos de instabilidade climática, social ou militar, colocariam imediatamente uma enorme dificuldade de alimentação em vários países do mundo. Entre 70% e 80% de toda a comida do mundo é produzida por camponeses e pela agricultura familiar.

3. REFUGIADOS DO CLIMA
Entre 2010 e 2016 mais de 140 milhões de pessoas tiveram de abandonar as suas casas devido a eventos extremos ligados às alterações climáticas: secas, falha de colheitas, incêndios florestais, entre outros. Actualmente há mais refugiados climáticos do que a soma de refugiados de guerra e em fuga de perseguição (política, étnica, religiosa). A subida do nível médio do mar fará este número aumentar (em 2060 deverão ser 1.4 mil milhões).
Apesar desta realidade, ainda não existe figura jurídica de refugiado climático, que serviria para proteger estas pessoas.

4. A URGÊNCIA
Há a necessidade de uma mudança radical das emissões nos entido descendente a começar nos próximos 5 anos para conseguirmos evitar cenários catastróficos. Os compromissos dos acordos internacionais, em particular o Acordo de Paris 2015, colocam-nos na trajectória de um aumento de temperatura da ordem dos 3,5ºC. Não serve para garantir a segurança climática. As emissões têm de descer muito acentuadamente. No entanto, em 2017 voltaram a aumentar.
Em 2016, 3500 activistas de toda a Europa bloquearam as maiores minas de carvão do continente durante três dias, obstruindo fisicamente a emissão de 24 547 toneladas de dióxido de carbono – são 7 toneladas por pessoa. Em Portugal, as emissões anuais de gases com efeito de estufa em média por pessoa são de 6 toneladas.

Ao combate às alterações climáticas articulado com a justiça social chamamos Justiça Climática.  A mudança terá de ser colectiva.
Em muitos locais no mundo as alternativas já existem: a permacultura, democracia energética, combate aos combustiveis fósseis em funcionamento, os transportes alternativos, entre outras. No entanto, são mantidas na marginalidade pelas leis que defendem o status quo, o poder como ele sempre foi e, acima de tudo, a propriedade.

Os impactos sociais das alterações climáticas amplificam todas as contradições, opressões e injustiças, o que convoca organizações e pessoas para um combate social e político. As populações dos países mais pobres do mundo são as mais expostas aos imapctos directos das alterações climáticas porque não existem infraestruturas de segurança do Estado, desde a saúde à educação e protecção civil.
A enorme injustiça histórica do desenvolvimento desigual do mundo será amplificada pelos impactos das alterações climáticas, com tendência à violência e ao conflito, às migrações em massa e aos perigos sobre o conjunto da sociedade.

É importante escrever e mudar leis, fazer pressão no sistema, e é aí que o TEU VOTO entra.
Tens em ti o poder de fazer parte da solução.

fontes estatísticas: “Manual de Combate às Alterações Climáticas” de João Camargo e “Climate Justice” de Mary Robinson. 

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