Os três pilares da ciência na Europa

Os três pilares da ciência na Europa

Saúde, transportes, energia e ambiente. Estas são apenas quatro das áreas que a União Europeia (UE) tem debaixo de olho no plano da investigação científica. Mas sabias que a política europeia para a ciência e inovação assenta em três grandes pilares?

São como os objetivos principais para a investigação na Europa e foram definidos pelo comissário português Carlos Moedas em 2015, pouco depois de assumir a pasta da ciência e da tecnologia na Comissão Europeia. O ID Europa explica-te quais são e o que significam.

Inovação aberta

Quantas ideias ficaram guardadas na gaveta por falta de apoio ou financiamento? É uma dura realidade na UE, que tem ficado atrás de outros mercados neste ponto, como é o caso do norte-americano. Bruxelas está a trabalhar no sentido de tornar o processo de inovação mais aberto a todos os que queiram fazer parte dele, partilhando ideias com a comunidade e tentando implementá-las.

Uma das iniciativas europeias neste ponto é a criação do Conselho Europeu para a Inovação (CEI), do qual o ID Europa já falou neste artigo. Trata-se de um organismo europeu que está a ser desenvolvido para retirar dos ombros da Comissão Europeia o processo de escolha dos projetos a financiar. A intenção é passar essa responsabilidade para um painel independente de investidores, empreendedores e académicos experientes.

Ciência aberta

A ciência que é financiada por dinheiro público também deve ser pública. Este é o princípio do acesso livre aos resultados do trabalho desenvolvido pelos cientistas europeus, porque o impacto pode ser bem maior se o conhecimento puder ser partilhado livremente e estiver mais acessível à comunidade, do que se for fechado e apenas disponível mediante um pagamento.

Uma das principais iniciativas neste âmbito é a criação da Cloud Europeia de Ciência Aberta, ou European Open Science Cloud (EOSC), que está em fase de implementação até 2020. O objetivo de Bruxelas é disponibilizar aos cerca de 1,7 milhões de investigadores europeus um serviço gratuito de alojamento, gestão, análise e reutilização de dados para todas as áreas em que está a ser desenvolvido trabalho científico.

Abertura ao mundo

Alguns problemas não são só problemas da Europa: são problemas à escala global. Não seria ótimo se, quando uma solução é encontrada, todos pudessem beneficiar dela? É por isso que o terceiro e último grande pilar da ciência na UE passa por estabelecer e promover protocolos de cooperação a nível internacional para permitir a partilha de conhecimento.

Isto é algo que Bruxelas tem vindo a fazer com frequência. E porquê? Além de partilhar com o mundo alguns resultados alcançados pela investigação europeia, a UE pode, desta forma, aceder ao último conhecimento gerado na comunidade científica mundial. Assim, criam-se oportunidades maiores numa economia e sociedade cada vez mais globais.

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