5 temas quentes da tecnologia na UE

5 temas quentes da tecnologia na UE

Estamos onde estamos graças à tecnologia. E nunca a tecnologia foi tão essencial para a Humanidade.

Tu, enquanto cidadão da União Europeia (UE), tens o privilégio de fazer parte de um ecossistema fervilhante de novas ideias e oportunidades — o ecossistema europeu. Mas nem tudo são notícias excelentes.

Com a relevância vem a responsabilidade.

As próximas eleições europeias vão ser críticas e decisivas na definição do caminho e da estratégia que a UE vai seguir no panorama tecnológico. E os temas não são de somenos importância.

Aqui tens uma lista com cinco dossiês importantes que vão fazer parte das agendas política e mediática nos próximos anos. O ID Europa explica-te o que significam. E como poderão influenciar a tua vida.

Implementação do 5G. A quinta geração de rede móvel não vai só melhorar a velocidade das ligações à internet. É crucial para o desenvolvimento da nova era da indústria. Para se manter competitiva, a UE terá de garantir que a implementação do 5G é feita no tempo certo, com o investimento certo e recorrendo à tecnologia certa. Além disso, existe o risco de o 5G acentuar ainda mais as desigualdades entre os territórios rurais e as zonas mais concorrenciais.

Neutralidade da internet. Instituições públicas, organizações privadas e a sociedade civil em geral são chamadas a terem uma posição no dossiê da net neutrality. Podem os operadores diferenciar o tráfego que é feito nas suas infraestruturas? Sob que pretexto e condições? Como garantir que os direitos dos consumidores são preservados nos diferentes cenários?

Regulação das redes sociais. Todos os dias, o Facebook é usado por uma média de 282 milhões de utilizadores na Europa. O número passa a 375 milhões se a análise for feita à escala mensal. O número representa mais de metade dos cidadãos do Velho Continente. O ano de 2018 foi pródigo em exemplos do que é possível fazer com os algoritmos destas plataformas, e do risco que as mesmas representam para os dados pessoais dos cidadãos. A UE, enquanto mercado único com 500 milhões de pessoas, tem estado na crista da onda das discussões em torno da necessidade de regular empresas como o Facebook e o Twitter.

Ética na inteligência artificial. Nos dias de hoje, um algoritmo consegue saber o que queremos, antes mesmo do que nós próprios. Aquela notificação no smartphone que recebes antes de um voo não é inocente. E o mesmo se passa como as playlists que o Spotify cria só para ti e que estão cheias de faixas que não conhecias, mas descobres que adoras. São exemplos inofensivos. Mas um algoritmo pode ser treinado para discriminar candidatos a uma vaga de emprego com base em preconceitos. Assim como uma máquina pode ser programada para matar. O tema ganha relevância num momento em que se discute a regulação para os carros autónomos, por exemplo.

Concorrência nas grandes tecnológicas. A atual Comissão Europeia subiu a fasquia no que toca à responsabilização de grandes tecnológicas que levem a cabo práticas anticoncorrenciais. Foi o caso da Google, alvo de uma multa recorde de 4,3 mil milhões de euros por causa do sistema Android em meados do ano passado. A nova Comissão terá a seu cargo escolher a continuidade ou o reforço da atual política, ou o alívio das medidas. Em suma, vai ser chamada a definir uma estratégia para as empresas como a Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft, numa altura em que estas companhias já fazem parte do nosso quotidiano.

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